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Características PDF Print E-mail
Written by Administrator   
Jun 22, 2004 at 07:55 PM

A origem do Nome

Pensa-se que a palavra "achigã" deriva do vocábulo francês "achigan", forma como o chamavam os colonos franceses no Canadá, que por sua vez terão aprendido o nome com os índios canadianos, para os quais a palavra significava "aquele que salta".

Peixe da família dos Centrarquídeos, o achigã deve o seu nome científico, Micropterus salmoides, a duas das suas características fisiológicas mais marcantes:

Micropterus, que significa barbatana pequena, dado o pequeno lóbulo frontal da sua barbatana dorsal, o que faz parecer erradamente que terá duas barbatanas a esse nível, quando se trata apenas de uma configuração especial da única que possui.

Salmoides porque se assemelha a um salmonídeo, família de outros tantos grandes peixes de desporto, como o salmão, a truta, etc.

O achigã possui outros nomes comuns em Portugal (embora em declínio, dada a cada vez maior popularidade do peixe e do nome achigã), nomeadamente os de perca americana, robalo negro, perca truta e boca grande. Desconhecem-se os factores que conduziram à generalização do nome achigã (de origem canadiana) em detrimento dos outros. Aliás, já Almeida Coquet na revista Gazeta das Aldeias n.º 2688 de 1 de Junho de 1971, se interrogava sobre esta questão.

Características físicas

A boca grande, e que embora sem dentes afiados como o lúcio, lhe permite engolir grandes presas é uma das características mais importantes do achigã. A maxila inferior, proeminente em relação à superior torna-o menos adaptado a apanhar presas que se escondam em estruturas rochosas de fundo, mas essa configuração é altamente benéfica na caça à superfície.

O corpo bem musculado e com barbatanas bem desenvolvidas torna-o apto a mover-se com muito à vontade em áreas confinadas, de emboscada, onde aguarda pacientemente as suas presas. Também lhe permite mudanças rápidas de direcção sem diminuir a velocidade. Pode nadar a velocidades de 3 a 4 Km/ hora durante longos períodos e a sua velocidade máxima está estimada em cerca de 20 km/ hora, ou seja bastante mais rápido do que se consegue recolher uma crankbait.

A sua visão é o seu mais importante sentido. Com os olhos colocados lateralmente na cabeça consegue uma visão binocular perfeita dirigida para a frente e para o ataque, e uma visão monocular muito grande de cada olho dirigida para os lados do corpo. Possuindo a capacidade de focagem de 30 cm a 12 metros e visão a cores, são realmente a arma mais importante para a localização e captura das presas de que se alimenta.

A audição é-lhe dada pelo ouvido interno (altas frequências) e pela linha lateral (baixas frequências). Ouvir, na realidade é uma capacidade única do ouvido interno, uma vez que a linha lateral capta as vibrações (também ondas sonoras), mas não é propriamente audição.

O sentido do cheiro, ao contrário de outras espécies como a truta e o peixe-gato, é pouco apurado no achigã, embora melhore grandemente com a idade. Este facto, põe em causa a eficácia da utilização dos líquidos aromáticos que usamos nas nossas amostras, os quais, ao que parece, apenas têm a vantagem de dissimular o cheiro humano das mesmas.

Já o sentido do gosto é influenciado por estes aditivos, uma vez que, depois de agarrar a presa, é o facto de ela lhe saber a algo comestível ou não que faz o achigã segurá-la mais tempo na boca.

O tacto também entra em toda esta combinação, sendo certo que o achigã agarra mais tempo iscos moles do que iscos rígidos.